“TRABALHADOR GUINEENSE SEMPRE FOI E CONTINUA A SER EXPLORADO”. Alberto Djata, Presidente da Comissão Organizadora do IV Congresso da UNTG

É a frase que marcou a cerimonia inaugural do 4º Congresso da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG), a maior organização sindical do país e foi proferida por Alberto Djata, Presidente da Comissão Organizadora do evento.

“O trabalhador foi e continua a ser explorado, despido de dignidade, desprotegido do sistema de saúde e de segurança social. As nomeações são feitas sem nenhum critério objectivo e a  corrupção é  generalizada.

Para Djata, assiste-se no país a uma forte tendência de desvalorização do trabalho e do trabalhador por culpa da promoção da cultura de favoritismo e mediocridade, pessoalização e partidarização das instituições do Estado.

Ao dirigir-se aos mais de 300 congressistas, o sindicalista afirmou que “o sistema político administrativo da Guiné-Bissau é refém de redes e interesses inconfessáveis e egoístas, bem como do tráfico de influência promovido pelos próprios governantes. Tudo isso, fez com que, segundo ele, ser servidor público hoje na Guiné-Bissau já não constitui o orgulho de nenhum homem honesto.

Deixou duras críticas à classe sindical a quem responsabiliza pelo elevado nível de desemprego juvenil provocado pela  incapacidade da mesma em harmonizar as suas políticas reivindicativas para no final deixar um apelo:.

“Estou convicto de que vamos realizar um congresso de afirmação, cujas resoluções serão portadoras da confiança e esperança de um futuro melhor que valorize e dê ânimo à luta dos trabalhadores e à dignidade da família guineense”.

 

Redação Geba Press

Editorial GebaPress equipe

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