ACTORES POLÍTICOS TROCAM ACUSAÇÕES QUANTO AO RESPONSÁVEL PELO NÃO CUMPRIMENTO DO ACORDO DE CONACRI

Assinado há mais de um ano sob a mediação da CEDEAO como forma de acabar com a crise política e institucional na Guiné-Bissau, o Acordo de Conacri continua a gerar divergência na sua interpretação pelos mesmos atores políticos que o assinaram.

Para o PAIGC, representado na reunião com a Delegação da CEDEAO pelo seu primeiro vece-presidente, Carlos Correia, o responsável pelo incumprimento do acordo é o Presidente da República, José Mário Vaz.

Opinião partilhada pelo líder da União para a Mudança (UM), Agnelo Regalla.

“Temos alguns pontos de interrogações porque já houve três missões, já vieram vários chefes de estados e até hoje o nosso Presidente continua teimosamente renitente, mas como são etapas a percorrer, vamos aguardar a decisão da CEDEAO e aí poderemos definir estratégias que iremos adoptar internamente e ao nível do colectivo dos partidos políticos democráticos”, afirmou Regalla.

Na mesma direção, mas com um tom mais acentuado, Vicente Fernandes, Presidente do Partido da Convergência Democrática (PCD) deixou duras críticas à Organização Sub-regional, classificando a suas  missões à Bissau de “mero passeio turístico”.

“Não quero defraudar a expectativa do povo guineense, mas pessoalmente não vejo que a missão da CEDEAO traga novidade. Poderá ser semelhante às outras etapas, outros roteiros que não passaram de meras visitas turísticas. Eles não fazem mais do que uma visita turística. Na conferência dos chefes de estados, só vão mais uma vez emitir comunicado onde irão aconselhar e exortar. São palavras vagas que não trazem nada”, argumentou Fernandes, visivelmente agastado com a postura da CEDEAO.

Opiniões contrárias tiveram o Partido da Renovação Social (PRS) e o Grupo dos 15 deputados dissidentes do PAIGC, que apontam o dedo à actual Direção do PAIGC que persiste em não aceitar a reintegração incondicional dos dirigentes expulsos do partido como rege um dos pontos do Acordo de Conacri..

Em representação do PRS falou Sola Nquilim Na Bitchita

“O aspeto que tem bloqueado o cumprimento do acordo é a não reintegração do grupo dos 15 deputados e o bl”oqueio da ANP” disse Na Bitchita.

O coordenador do grupo dos 15, Braima Camara, voltou a garantir que o grupo está aberto na busca de consensos para tirar o país da crise, mas é fundamental reintegrar os militantes expulsos sem nenhuma condição.

 

 

Redação Geba Press

Editorial GebaPress equipe

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