Europa vai acolher 60 mil refugiados. “Um esforço modesto”

As quotas são voluntárias e a Hungria diz que plano acordado é absurdo. Os 28 países da Europa estão divididos sobre o problema dos migrantes do Norte de África e do Médio Oriente que chegam à Europa.

Os chefes de Estado e de Governo dos 28 aceitaram, esta sexta-feira de madrugada e após longas horas de discussão, repartir um total de 60.000 refugiados, nos próximos dois anos. As quotas dos países são voluntárias e não aceitam a obrigatoriedade na distribuição das pessoas.

Os 60 mil refugiados dividem-se em 40 mil dentro da Europa – aqueles que precisam de protecção internacional e que se encontram, sobretudo, em Itália e na Grécia – e 20 mil que estão em campos de refugiados fora da União Europeia.

“Para dizer a verdade, e tendo em conta o drama dos refugiados, dar nova vida a 60 mil pessoas, podemos dizer que é um esforço modesto e gastar horas para chegar a um acordo sobre este sistema prova que a Europa não está à altura das ambições que proclama”, criticou o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, no final da reunião.

A chanceler alemã, Angela Merkel, confirma que o debate foi “intenso” e descreveu a crise dos refugiados como “o maior desafio a que assistiu na Europa enquanto chanceler”.

O acolhimento de migrantes foi a principal decisão do primeiro dia de trabalhos do Conselho Europeu, que começou na quinta-feira e acabou por ser dominado pela situação na Grécia. Sobre este assunto, os líderes europeus consideram que o acordo é urgente e pedem que a crise se resolva na reunião de sábado do Eurogrupo.

Até lá, o Governo grego e as instituições devem continuar a trabalhar para abrir caminho para um acordo.

RR

Redação Geba Press

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